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Líderes também precisam fazer cursos não convencionais

Aulas de filosofia, artes, culinária e até meditação ajudam os gestores a lidar com os desafios do mundo dos negócios
Cursos de filosofia, artes, culinária e meditação, por exemplo, ajudam a aumentar a capacidade de percepção e análise daqueles que precisam tomar decisões dentro desse contexto turbulento

Para ampliar a visão de mundo e proporcionar experiências diferentes e que estimulem a criatividade dos líderes, empresas têm ido muito além da formação básica de liderança. Cursos não muito convencionais no ambiente de negócios têm ganhado cada vez mais espaço na preparação dos gestores.

O investimento é necessário já que as lideranças são as grandes responsáveis pelo enfrentamento e superação dos desafios do “Mundo VUCA”, sigla, em inglês, que descreve as quatro características encontradas em praticamente todos os mercados: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.

“Diferentemente do passado, quando o planejamento estratégico era um guia quase hermético com premissas de agir para controlar as variáveis à minha volta, no mundo atual isso se torna ridiculamente quase um fetiche. Então, temos de ver as diversas perspectivas e não ser indivíduos lineares.” Alexandre Fialho, mentor de CEOs e conselheiro de grandes empresas, em entrevista à HSM, edição 120.

Cursos de filosofia, artes, culinária e meditação, por exemplo, ajudam a aumentar a capacidade de percepção e análise daqueles que precisam tomar decisões dentro desse contexto turbulento. E é claro, quanto maior o conhecimento de mundo e o universo de experiências dos líderes, mais variáveis eles têm em mãos para atuar estrategicamente.

A experiência de emergir em treinamentos que fogem do comum na educação executiva também ajuda os gestores a lidarem melhor com a diversidade em suas equipes. Muitas vezes, a falta de sensibilidade estética faz com que eles julguem ou não dialoguem corretamente com diferentes gerações ou subculturas da organização.

Atenção plena

Um programa alternativo bastante procurado é o Mindfulness. A prática é conhecida pela habilidade de dar atenção plena a alguma coisa. No trabalho, isso significa se concentrar em apenas uma tarefa por vez, por exemplo, na elaboração de um relatório ou no planejamento da próxima reunião com a equipe. Mas o mindfulness é mais do que isso, pois se propõe a promover o autoconhecimento dos adeptos.

Muitas empresas entendem a falta de conhecimento próprio dos líderes como um dos principais empecilhos para o desenvolvimento de relações interpessoais saudáveis no ambiente de trabalho. E a boa notícia é que gestores do mundo inteiro já participam de programas nos quais, mais do que técnicas de gestão, aprendem a respirar melhor e a perceber o que acontece no mundo à sua volta.

Resumindo…

Há décadas, inúmeros profissionais cultivam hobbies para se desligar daquilo que fazem no dia a dia. Contudo, nos últimos anos, as empresas passaram a notar que atividades não convencionais também são importantes para a tomada de decisões de negócios.

No tocante à aprendizagem, cursos alternativos complementam a formação tradicional, que é dirigida ao desenvolvimento das competências essenciais para o exercício da liderança – como gestão do tempo e administração de conflitos –, e estimulam os líderes a “pensar fora da caixa”, de forma não linear.

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