Artigos

Líderes que olham antes de fazer

Em seu mais recente artigo, ‘LÍDERES QUE OLHAM ANTES DE FAZER’, o consultor Wellington Moreira fala sobre a Liderança Situacional. Simplesmente imperdível!

lideres-olham-antes-fazerDurante algum tempo acreditou-se que as pessoas já nasciam líderes e, com o passar dos anos, suas fortes características inatas acabavam por aparecer. Para comprovar que este era o caminho, pesquisadores mapearam as habilidades e atitudes comuns a Jesus Cristo, Mahatma Ghandi, Buda, Maomé, Moisés, Dalai Lama, Martin Luther King e dezenas de outras personalidades que arrastaram multidões.

Após tal mapeamento, a tarefa de preparar bebês para serem “super-líderes” aparentava ser extremamente simples, pois haveria a necessidade de simplesmente treiná-los e habituá-los a agir como Moisés, por exemplo. Entretanto, tais estudos acabaram por não avançar, pois notou-se que a maioria das características de um líder estudado não se fazia presente nos demais. E quando se fazia presente, o grau de importância também não era o mesmo.

Posteriormente, surgiu uma corrente de estudiosos que começou a classificar os lideres de acordo com o seu estilo, ou “jeitão”. Para os cientistas desta abordagem, há líderes autocráticos (que utilizam seu poder para decidir caminhos, recompensar ou punir seus liderados) e também líderes democráticos (que dividem as angústias, decisões e caminhos a percorrer com seus seguidores). Pensando por este prisma, podemos dizer também que há líderes liberais ou laisse faire, aqueles que deixam a equipe fazer o que quiser e não movem uma palha para nada. Pseudo-líderes que acabam sendo os líderes de ninguém.

O problema destas teorias anteriormente citadas é que nenhuma delas responde duas perguntas fundamentais para compreendermos quando há um bom desempenho do líder: Qual a importância dos liderados? Até que ponto a situação ou ambiente influenciam a performance do líder?

Foi a partir destes questionamentos que nasceu a Liderança Situacional ou Contingencial, descrita pelos teóricos Tannebaum e Schmidt e que expõe três conjuntos de forças influentes e decisivas durante a atuação de um líder: as suas características pessoais, as competências dos liderados e a situação onde se dá o processo de liderança.

Sim, não é possível apenas desejarmos líderes firmes ou carismáticos, porque as características pessoais de alguém já não garantem bons resultados em seu processo de liderança. Também não é possível acreditar que um time com excelentes jogadores ganhe o campeonato sozinho, sem um líder forte que os oriente (e vice-versa). Por último, mesmo possuindo um excelente líder e uma equipe coesa, os resultados poderão não ser os desejados se não houver uma análise bastante apurada do momento em que há a intervenção deste mesmo líder.

Por isto, neste mundo contemporâneo de mudanças contínuas e imprevisíveis, precisamos de líderes que possuam discernimento para saber como, quando, porque e onde agir corretamente. Ou não agir.

Antes de fazer qualquer coisa, o líder precisa olhar e perceber o que se passa ao seu redor.

Wellington Moreira

Palestrante e consultor empresarial especialista em Formação de Lideranças, Desenvolvimento Gerencial e Gestão Estratégica, também é professor universitário em cursos de pós-graduação. Mestre em Administração de Empresas, possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e é autor dos livros “Como desenvolver líderes de verdade” (Ed. Ideias e Letras), “Líder tático” e “O gerente intermediário” (ambos Ed. Qualitymark).

Veja mais conteúdos

Nossos serviços

Fale com um
especialista
agora mesmo!

Pronto para impulsionar sua Liderança?

Open chat
Como podemos te ajudar?
Olá, tudo bem? Sou o Ricardo.
Como posso te ajudar?