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Como estimular o senso de dono nas pessoas

Qualquer empresa está em apuros quando muita gente que trabalha por lá costuma dizer: “Isso não é problema meu”.

Qualquer empresa está em apuros quando muita gente que trabalha por lá costuma dizer: “Isso não é problema meu”. Ou, ainda, faz uso das demais expressões que dão no mesmo lugar: “Não é minha função”, “Eu não sabia” e “Ninguém me avisou”.

O espírito de “tirar o corpo fora” é um câncer organizacional porque desestimula a autorrresponsabilização das pessoas. Daí os problemas surgem, mas ninguém se compromete a resolvê-los. Como agiu Pôncio Pilatos ao lavar as mãos.

E quem mais sofre com esse tipo de comportamento? Os clientes, é claro, pois são jogados de um lado para o outro, escutando coisas do tipo “Infelizmente, não está ao meu alcance, senhor”. Ou, então, tendo de se contentar com um mísero e malfadado “Vou ver o que consigo fazer”.

É com base nesse contexto que precisamos olhar com bons olhos as iniciativas das empresas que hoje fazem de tudo para estimular o senso de dono em seus colaboradores. Ainda mais porque desenvolver ownership é algo realmente trabalhoso.

O senso de dono só começa a ganhar espaço na sua vida, por exemplo, quando você, diante de um problema, passa a se perguntar: “O que mais eu posso fazer nesta situação?” Ou seja, enxerga que é parte da solução.

Mas, como estimular o senso de dono na sua empresa? Existem alguns caminhos:

— Evite o microgerenciamento. Se você orientar cada passo que os seus colaboradores precisam dar no dia a dia ou monitorá-los como um vigia, não haverá espaço algum para que eles se apropriem do que fazem. Inclusive, evite a armadilha de quem lhe pede: “Então me diz o que é pra fazer que eu vou lá e faço”. Essa pessoa só espera poder culpá-lo mais adiante se algo der errado.

— Dê autonomia às pessoas. Permita que o resultado do trabalho delas dependa do seu próprio esforço e que elas sintam que correrão riscos. Sem empoderamento é difícil que o espírito de dono cresça em qualquer um de nós.

— Possibilite que participem das decisões. Quanto mais seus colaboradores forem envolvidos nas decisões que os afetam, mais eles tenderão a se ver como coautores de tudo o que acontece na companhia. Às vezes, o convite para uma simples reunião deliberativa já aumenta o nível de engajamento da pessoa na mesma hora.

— Cultive um bom clima organizacional. Quando as pessoas apreciam o lugar onde trabalham e os colegas com quem dividem seus dias, fica mais fácil se sentirem responsáveis por cuidar das pequenas e grandes coisas.

— Recompense com base no resultado global. Leve em conta a performance individual, os resultados do do departamento e o alcance das metas corporativas na hora de remunerar as pessoas. Além de ser um modelo mais justo, também vai ajudá-las a focar seu trabalho no que importa de verdade.

Como você pôde aprender nas dicas acima, o senso de dono não é algo que ocorre por acaso em nenhuma empresa porque ele só floresce quando os líderes estão dispostos a dividir poder com os seus liderados.

Wellington Moreira

Palestrante e consultor empresarial especialista em Formação de Lideranças, Desenvolvimento Gerencial e Gestão Estratégica, também é professor universitário em cursos de pós-graduação. Mestre em Administração de Empresas, possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e é autor dos livros “Como desenvolver líderes de verdade” (Ed. Ideias e Letras), “Líder tático” e “O gerente intermediário” (ambos Ed. Qualitymark).

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