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Líderes estratégicos são cerebrais

Se você quer atuar estrategicamente o passo inicial é aprender a pensar

Uma das coisas que mais aprecio em meu trabalho de consultor é a possibilidade de conviver com executivos que têm uma capacidade estratégica admirável. Quando ninguém sabe direito o que fazer ou qual decisão tomar, eles geralmente sabem.

Mas não acredite que essas pessoas têm um supercérebro. Ao conhecê-las mais de perto dá pra constatar que a sua visão privilegiada e o raciocínio crítico afiado vêm de muito treino. E um tipo de treino bem diferente de quando precisam desenvolver competências relacionais ou capacidades técnicas.

Executivos estratégicos costumam enxergar o quadro geral sem perder de vista os detalhes, por exemplo. Para isso, procuram expandir a sua memória de trabalho (o HD cerebral) com o intuito de manter e manipular uma larga variedade de informações que podem ser úteis durante a tomada de decisões.

Foco é outro diferencial. Eles sobrevivem a distrações que comprometem a análise profunda e a síntese de informações, ainda quando algo – ou alguém – faz de tudo para chamar a sua atenção. Resumindo: sabem se concentrar nas coisas que importam.

O maior limitador da capacidade estratégica de qualquer um de nós não é o QI ou o tamanho do cérebro e sim a preguiça de pensar.

Essas pessoas também apresentam uma flexibilidade cognitiva acima da média. Mudam de perspectiva assim que surgem novas evidências que provam a necessidade de rever conceitos, práticas ou valores. Uma habilidade-chave na hora em que precisam encontrar soluções criativas para novos desafios.

Transformar experiências malsucedidas em oportunidades de crescimento é outra marca de executivos estratégicos. Os fracassos são encarados por eles como duros aprendizados em vez de sinalizadores de incompetência duradoura.

E é claro, não podemos esquecer da capacidade de abstração. Esses líderes treinam a incrível habilidade humana de simplificar informações complexas e “ligar os pontos” que existem entre elas. O tipo de destreza que alguém dependente de elementos concretos nem tem ideia do que se trata.

Portanto, desenvolver competências cerebrais exige um compromisso contínuo com o autoconhecimento e o aprendizado. E isso significa exatamente o quê, se você quiser se tornar um profissional estratégico de verdade?

Comece desafiando o seu cérebro em atividades simples, como jogos de estratégia, quebra-cabeças ou até mesmo palavras cruzadas. Outra dica é participar de cursos e workshops sobre temas que envolvem grandes tendências do mercado ou da sua área específica de negócios.

E, principalmente, dedique tempo à leitura. Não estou falando apenas de livros de gestão e sim dos mais diferentes gêneros literários. Líderes que não leem geralmente têm dificuldade de se tornar estratégicos porque não sabem refletir sobre as experiências que vivenciam.

Outras atividades convidativas à reflexão, como o mindfulness, a meditação e a oração (sim, ela mesma) também fortalecem as redes neurais responsáveis pelos pensamentos crítico e criativo envolvidos no trabalho estratégico. E é exatamente por isso que a Inteligência Espiritual passou a ser levada a sério pelas empresas nos últimos anos.

O maior limitador da capacidade estratégica de qualquer um de nós não é o QI ou o tamanho do cérebro e sim a preguiça de pensar.

Ouça a entrevista sobre esse mesmo assunto que fizemos na coluna da rádio CBN:

 

Wellington Moreira

Palestrante e consultor empresarial especialista em Formação de Lideranças, Desenvolvimento Gerencial e Gestão Estratégica, também é professor universitário em cursos de pós-graduação. Mestre em Administração de Empresas, possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e é autor dos livros “Como desenvolver líderes de verdade” (Ed. Ideias e Letras), “Líder tático” e “O gerente intermediário” (ambos Ed. Qualitymark).

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