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O chato do passeio

Essa figura muitas vezes se manifesta como o colega de trabalho que parece sempre encontrar razões para resmungar e discordar das decisões e ações da empresa

A expressão “o chato do passeio” geralmente é utilizada para indicar aquela pessoa que, em um grupo ou situação social, tende a ser excessivamente crítica, negativa ou discordante, irritando todo mundo ao seu redor. Portanto, quem é capaz de tornar uma experiência coletiva menos agradável devido ao seu comportamento reclamão ou “do contra”.

No ambiente corporativo o termo também é aplicável. Afinal, essa figura muitas vezes se manifesta como o colega de trabalho que parece sempre encontrar razões para resmungar e discordar das decisões e ações da empresa. Não importa qual seja o plano ou iniciativa, ele está pronto para apontar críticas, pois nada parece estar à altura de suas expectativas e padrões rigorosos.

Como é o caso de quando a empresa lança um novo projeto. Enquanto a maioria dos profissionais demonstra empolgação com a oportunidade de colaborar e inovar, o ranzinza logo diz: “Já vi esse filme antes e não vai dar certo de novo”. E quem dá trela para ele escuta justificativas que vão desde falhas no produto até prazos irreais ou recursos indisponíveis.

É claro que nem todas as críticas do “chato do passeio” são infundadas. Às vezes, suas preocupações revelam deficiências que realmente precisam ser abordadas com atenção pela companhia. O desafio é a pessoa encontrar um equilíbrio entre a crítica construtiva e o pessimismo constante.

Se você é o gestor de alguém que age assim, existem algumas boas estratégias:

Promova uma conversa honesta e privada com a pessoa expressando seu desejo de manter um ambiente de trabalho positivo e produtivo. Pergunte se há algo específico que esteja causando sua negatividade e ouça atentamente aquilo que ela diz.

Procure saber se o profissional está passando por dificuldades pessoais ou profissionais que você ignora até o momento e que têm afetado seu comportamento. Tente entender a perspectiva dele.

Como nem sempre a pessoa percebe o impacto do seu comportamento, forneça exemplos específicos de como as críticas constantes afetam o ânimo e a produtividade da equipe. Isso pode ajudá-la a compreender melhor o impacto de suas ações.

Incentive o colaborador a apresentar possíveis soluções quando identificar problemas em vez de apenas apontá-los.

Na maioria das vezes, pessoas ranzinzas agem com a melhor das intenções; o problema é a forma como expressam suas preocupações e desconfortos. E orientando-as você vai ajudá-las a canalizar o seu espírito crítico para uma direção na qual contribuem com a empresa em vez de simplesmente corroerem o entusiasmo coletivo.

Wellington Moreira

Palestrante e consultor empresarial especialista em Formação de Lideranças, Desenvolvimento Gerencial e Gestão Estratégica, também é professor universitário em cursos de pós-graduação. Mestre em Administração de Empresas, possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e é autor dos livros “Como desenvolver líderes de verdade” (Ed. Ideias e Letras), “Líder tático” e “O gerente intermediário” (ambos Ed. Qualitymark).

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