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Por que a autossabotagem é tão comum em processos de mudança?

Ainda que você tenha uma vontade sincera de fazer as coisas acontecerem, a agenda oculta existente pode impedi-lo de agir

Mesmo que você reconheça a importância e os benefícios de uma mudança, é muito fácil cair em armadilhas de autossabotagem. Um fenômeno que foi muito bem descrito no livro “Imunidade à Mudança“, dos psicólogos Robert Kegan e Lisa Lahey (Ed Alta Books).

Segundo Kegan e Lahey, na hora em que tentamos mudar hábitos todos nós enfrentamos barreiras psicológicas que estão enraizadas em crenças sobre quem somos e como o mundo funciona. E essas barreiras fazem tudo o que podem para que nada de útil aconteça.

Portanto, na hora em que você procura realizar alguma mudança profunda em sua vida, a boa iniciativa que tem em mente é combatida por uma “agenda oculta”. O compromisso concomitante não expresso – e geralmente inconsciente – que influencia o seu comportamento trabalhando contra os objetivos declarados a fim de que você desista logo da ideia.

As duas coisas mais importantes para se saber em relação às pessoas que você está ajudando a mudar: o que elas realmente querem e o que farão para impedir de consegui-lo”.
William Perry, psicólogo

Imagine um profissional que decide ser mais comunicativo no trabalho após perceber que isso pode levá-lo a melhores oportunidades de carreira. Ele faz planos para falar mais durante reuniões e expressar suas opiniões claramente. No entanto, sempre que chega o momento de falar, sente-se paralisado pelo medo de parecer arrogante ou ser rejeitado pelos colegas.

Neste exemplo, a agenda oculta pode ser uma crença arraigada de que ele não é digno de sucesso ou que não merece ser ouvido. E enquanto não abandonar esses pensamentos limitantes, é quase certo que ele continuará sabotando seus próprios esforços de mudança.

Outro exemplo comum é o do líder que se recusa a delegar tarefas, mesmo quando sobrecarregado. Pode haver aí uma agenda oculta relacionada à busca de manter o controle total das coisas pelo medo de que elas não sejam feitas corretamente se forem repassadas a terceiros.

Essa relutância em delegar costuma ser alimentada por uma crença subconsciente de que ele só pode confiar em si para realizar o trabalho do jeito certo, ou que a qualidade ficará comprometida se outras pessoas forem envolvidas.

A boa notícia é que, ao explorar essa agenda oculta, o líder geralmente descobre que, na verdade, envolver terceiros na execução das tarefas não significa perder controle, mas sim capacitar os outros e liberar tempo e energia para se concentrar em tarefas de maior impacto 

Como ensinava o filósofo Friedrich Nietzsche no século XIX:

O maior inimigo que você pode encontrar será sempre você mesmo”.

Pense nisso!

Wellington Moreira

Palestrante e consultor empresarial especialista em Formação de Lideranças, Desenvolvimento Gerencial e Gestão Estratégica, também é professor universitário em cursos de pós-graduação. Mestre em Administração de Empresas, possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e é autor dos livros “Como desenvolver líderes de verdade” (Ed. Ideias e Letras), “Líder tático” e “O gerente intermediário” (ambos Ed. Qualitymark).

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