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O verdadeiro teste da liderança

Grandes líderes deixam resultados, os maiores formam sucessores.

o verdadeiro teste de liderançaExiste uma pergunta capaz de revelar a qualidade da sua liderança em poucos segundos: quem está pronto para assumir suas responsabilidades se você não aparecer para trabalhar amanhã?

Muitos líderes se orgulham de serem indispensáveis. Conhecem os clientes mais importantes, dominam as informações críticas, tomam as principais decisões e resolvem os problemas mais complexos. São referência dentro e fora da empresa.

Mas quando uma área depende excessivamente de uma única pessoa para funcionar, talvez não estejamos diante de uma demonstração de força e sim de uma falha no processo de desenvolvimento de lideranças. Afinal, uma das principais responsabilidades de um líder é garantir que os resultados continuem sendo entregues mesmo na sua ausência.

Noel Tichy, um dos mais respeitados estudiosos do tema, argumenta que a melhor forma de reduzir essa vulnerabilidade é criar um ambiente onde as pessoas estejam constantemente se preparando para responsabilidades maiores. Para isso, ele destaca quatro práticas que todo líder deveria incorporar à sua rotina.

A primeira delas é o feedback de desenvolvimento. Não aquele feedback burocrático, reservado para avaliações formais de desempenho, mas conversas genuínas que ajudam as pessoas a enxergar aspectos que talvez não percebam sozinhas. Líderes formam líderes quando ampliam a consciência de seus liderados sobre seus pontos fortes, limitações e possibilidades de crescimento.

A segunda prática é a delegação de desafios. Muitos gestores delegam tarefas, poucos delegam oportunidades. Há uma enorme diferença entre pedir que alguém execute uma atividade e confiar a essa pessoa uma responsabilidade que a obrigará a pensar, decidir e crescer. O desenvolvimento acontece justamente na fronteira entre aquilo que já dominamos e aquilo que ainda estamos aprendendo a fazer.

A terceira prática é criar oportunidades de aprendizagem. Bons formadores de líderes não enxergam treinamentos, leituras, sessões de mentoria e demais experiências de desenvolvimento como custos. Enxergam como investimentos.

Por fim, Ticky lembra da prática mais poderosa: compartilhar sua filosofia de liderança. Ao longo da carreira, todos acumulamos aprendizados valiosos, erros que jamais gostaríamos de repetir e princípios que orientam nossas decisões. Quando esses ensinamentos permanecem guardados, beneficiam apenas quem os viveu. Quando são compartilhados, tornam-se fonte de crescimento para outras pessoas.

Jack Welch costumava dizer que, antes de se tornar líder, o sucesso consiste em crescer a si mesmo. Depois que nos tornamos líderes, o sucesso passa a consistir em fazer os outros crescerem.

No fim da nossa carreira, poucos se recordarão das metas que batemos ou dos projetos que concluímos. Mas muitos carregarão consigo os aprendizados, a confiança e as oportunidades que receberam ao trabalhar conosco.

Pense nisso!

Wellington Moreira

Palestrante e consultor empresarial especialista em Formação de Lideranças, Desenvolvimento Gerencial e Gestão Estratégica, também é professor universitário em cursos de pós-graduação. Mestre em Administração de Empresas, possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e é autor dos livros “Como desenvolver líderes de verdade” (Ed. Ideias e Letras), “Líder tático” e “O gerente intermediário” (ambos Ed. Qualitymark).

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